27.6.11

calmaria sim ou não

e depois vem a calmaria
os dias passam vagarosos e sem pressa
as noites têm mais horas
nos sonhos andamos de carro antigo clássico, velho e cheio de charme
o encontro é confortável
o ar é quente e quando esfria é só respirar debaixo do cobertor
ou tomar um chá quente

as mãos mais leves passeiam carinhosas
e tudo o que passa correndo está longe, distante
e todo o vento é sopro entre as palavras poucas
tolas
faladas quase sem som na ponta da orelha

as cores do dia são suaves
muito azul claro, verde, estampas floridas e listras alegres

o pensamento vai e vem
vai em dúvida
volta sem resposta

só é possível viver o momento
fazer perguntas pode derrubar o castelo de cartas frágil e emaranhado

a calmaria vem mas tão singela
quase transparente
pode ficar invisível diante do turbilhão
o turbilhão do mas, do se, do talvez, do amanhã

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