7.11.12

insônia

o sono escapa e me perco
me sinto tão solta
que bate um medo
de não pertencer a nada, a ninguém, nem a mim mesma

essa coisa de querer ter
acho que não é nada disso
a falta é de sentir-se envolta
por algo físico
ou subjetivo
para segurar os pés no chão
não deixar cair

a simplicidade é inatingível
o eco aqui dentro não deixa ser

é substituída por devaneios, alucinações, conversas imaginárias
os trejeitos ficam e a vida fica
resistindo deselegante
dolorida, nebulosa, arredia

volta... ao chão. 



6 comentários:

  1. Respostas
    1. obrigada moço, senti sua falta.

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    2. Sabe que eu ia escrever hoje na postagem anterior a seguinte frase: "Se eu não escrever nada aqui você não posta nada novo???" ? Mas ia parecer pretensioso, e aí você me ouviu e publicou alguma coisa.
      Também sinto sua falta, mas já me acostumei a te ver só de vez em quando no meu blog. Fico feliz quando te vejo.

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    3. você pretensioso, imagina! rsrs
      nos acostumamos com coisas demais, mais do que deveríamos... na minha opinião.

      passo sempre pelo seu blog, tenho deixado de comentar quando sinto que seria uma invasão de espaços que não faço parte, ou uma exposição exagerada dos meus espaços vazios demais.

      um beijinho!

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    4. [risos] Muito engraçadinha essa Yuna... Mas você sabe que a pretensão e outras coisas são brincadeira.
      Acho que nos acostumarmos com algumas coisas faz parte da aceitação das nossas limitações. Mas concordo que baixamos a cabeça demais.

      Não seja tão modesta, e no Poenas do. você pode ser cara de pau como eu e comentar em qualquer espaço. No máximo vou te desconcertar com minhas respostas.

      Outro beijinho com carinho

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    5. sei lá quem é que diz... que conhecemos muito mais das pessoas quando brincamos do que quando falamos sério, ou algo parecido.

      obrigada pelo carinho e pelas portas abertas! ;)

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