18.4.13

exagero onomástico

desenho de Juli Ribeiro o-capuccino.blogspot.com.br
sinto o corpo amortecido
tentando resistir ao efeito
barrando qualquer sentimento
que queira tomar conta das mãos
dos gestos
dos passos...

sinto o humor pesando
pra voltar os pés ao chão
a vida é cheia de coisas
e você não pode devanear
nem esperar demais...

o amor come tudo
come eu
come você
come o próprio amor
que logo fica pouco
frouxo...

na falta de uma sensação que preencha
e das suas mãos na minha cintura
tudo fica solto
talvez o medo seja desproporcional
"confia no amor, na vida e no acaso"
ignora o exagero onomástico
encontra a chave perdida

“Amor, isto não é um livro, sou eu, sou eu que você segura e sou eu que te seguro (é de noite? Estivemos juntos e sozinhos?), caio das páginas nos teus braços, teus dedos me entorpecem, teu hálito, teu pulso, mergulho dos pés à cabeça, delícia, e chega - Chega de saudade, segredo, impromptu, chega de presente deslizando, chega de passado em videotape impossivelmente veloz, repeat, repeat. Toma este beijo só para você e não me esquece mais.”

(Walt Whitman, Folhas da Relva, tradução livre da Ana C.)

Inspirado também no post do peito feito: os três mal amados, uma beleza de se ler e ouvir.




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