13.6.13

tristeza não tem fim felicidade sim


Ana C., antigos e soltos - poemas e prosas da pasta rosa
 
cansada da tristeza sem fim, começou a vasculhar entre suas coisas, devia estar em algum lugar, entre os livros velhos, nos e-mails lidos, nas caixas de recordações, no fundo do guarda-roupa.
a bagunça e o emaranhado eram tão grandes.

a sua volta, mais ainda por dentro.  os olhos ardiam tanto e todos os dias estava tão atrasada para todos os compromissos.

deitou na cama, foi desamarrando a roupa, chutou os sapatos pra longe, abriu os braços, olhou para o teto, procurou uma fresta de céu na janela, fechou os olhos. uma respiração lenta e profunda. colocou as mãos na barriga por dentro da blusa, a pele estava gelada e fina. sentiu os movimentos por mais alguns minutos, um vai e vem quase calmo, ainda ofegante.

acordou um tempo depois. tudo ainda estava lá. nada.


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